4 conselhos para crescer durante a crise

quinta-feira, 26 de março de 2015

Quando Valim empreendeu pela primeira vez, aos 22 anos, ele criou um CRM e um marketplace – termos que ninguém nem sabia o que significavam – para venda de arroz a granel. Ex-CEO de empresas como Oi, Net e Serasa Experian, Francisco Valim hoje investe seus recursos na missão de ajudar outras empresas a crescer e acredita que a crise nada tenha a ver com isso. Sócio-fundador do Bambuza Capital, Valim participou de um webinar realizado pela Endeavor. Em formato de mentoria coletiva, ele compartilhou experiências e respondeu diversas perguntas do público.

1. Evite trazer a crise para dentro da empresa

“O Brasil tem complexidades que em outros lugares já estão mais bem resolvidas. Apesar disso, tenho visto número e qualidade evoluindo – há um novo fluxo de empresas querendo entrar no mercado. Hoje, tem uma vantagem em se trabalhar com startup: não tem crise. A conversa é diferente da de empresas grandes. O que você escuta é “quero crescer 200% esse ano”, e ninguém se preocupa quanto está o dólar. Se a gente parar para discutir a crise, a gente desiste. É algo que eu sempre evitei. Como empreendedor, você não gere variáveis macroeconômicas, você gere um grupo de pessoas. É saudável participar da discussão da crise, mas não levá-la para a empresa”.

2. Aproveite o potencial brasileiro de baixa competitividade

“Ainda existe oportunidade de crescimento no Brasil em muitas áreas, além de que temos uma classe média muito robusta. As empresas grandes não conseguem resolver alguns problemas que uma empresa pequena pode resolver. Em empresa menor, você tem muito mais flexibilidade, principalmente em termos de receita. É possível pegar uma avenida menos movimentada. No ecossistema empreendedor americano, por exemplo, seria muito mais difícil se diferenciar. Aqui, há um menor contingente de pessoas tentando atingir os mesmos mercados”.

3. Riscos existem sempre, priorize a alocação de recursos

“Os riscos não necessariamente são agravados em um momento de crise. O empreendedor só tem que se preocupar com uma coisa: não ter caixa. É a única coisa que mata a empresa. Você pensa: ‘tenho caixa pra passar qualquer momento de aperto? Beleza. Talvez então eu tenha que crescer ou contratar menos, ser mais espartano nos investimentos, mas não preciso parar de crescer’. É impossível encolher a empresa para a grandeza. De forma bem básica, estratégia é alocação de recursos: gente e dinheiro. É preciso estabelecer objetivos para as pessoas, com recursos financeiros alocados para isso. Se der errado, tem aqui guardado pra um outro investimento”.

4. Fomente uma cultura de atenção às pessoas e inovação

“Na minha carreira, sendo formado em finanças, a maior dificuldade foi sair da posição de analista para gerente de planejamento. Eu deixei de ser um cara técnico para gerir caras como eu. Era um exercício muito difícil, mas só tinha um jeito de eu crescer na carreira: ter alguém que pudesse me substituir eventualmente.
Qualquer chefe tem uma limitação: são as 24 horas do dia. Se ele quer tomar todas as decisões, não dá certo. Se ele consegue fazer com que outros tomem decisões e aceita conviver com erros, ele cresce. Isso porque para não cometer erros, o funcionário se esconde em um canto: não corre risco e a empresa fica estagnada. A criação de uma cultura organizacional que permite a inovação é um processo constante. Quanto mais as pessoas sabem o que é esperado delas, mais eficiente é o processo. Você precisa deixar tudo bem transparente. A pessoa se sente ‘autorizada’ a correr riscos. Se ele erra, a pergunta deve ser ‘ok, erramos, o que vamos fazer agora?’. Se você fala ‘seu burro, por que não conseguiu?’, já era – da próxima vez, ele não tenta”.

“Empreender é: ter sucesso com aqueles que atuam junto de você”

Valim finaliza a mentoria coletiva com bastante inspiração e compartilha uma lição tirada de sua própria trajetória: “O que me motivou sempre foi a capacidade de fazer a diferença em um determinado lugar. Você está, você não é. Quando você deixa de ser (o executivo, por exemplo), aquele seu contato não te liga mais, não está nem aí pra você”. Quando absorveu isso, disse ter se dado conta de que se ele está em uma posição específica, não é por todos os benefícios materiais, e sim por uma missão. E complementa: “Quando você chega em uma etapa da carreira que você encontra uma oportunidade de fazer muita diferença, você vai. Nós, no Bambuza, dependemos exclusivamente do crescimento dos empreendedores em que investimos. Eu tive oportunidade de aprender muito e muita gente me ajudou nesse processo. Quero dar certo junto com as pessoas e devolver um pouco à sociedade”.

- Assista na integra o vídeo em que Valim dá dicas interessantíssimas sobre a crise e ensina como desenvolver uma estratégia de crescimento, independentemente do momento do país. Vindo de um executivo que já enfrentou inflação de 100% ao mês e implementou grandes reestruturações no mundo corporativo, é garantido encontrar conselhos bastante valiosos.
http://youtu.be/At4p2u50i8U

Fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/empreendedorismo/4-conselhos-para-crescer-durante-a-crise/85930/


Pela 1ª vez, mercado financeiro prevê inflação acima de 8% em 2015

segunda-feira, 23 de março de 2015


Pela primeira vez, os economistas das instituições financeiras previram que a inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deverá superar a barreira dos 8% em 2015. Se confirmado, será o maior patamar desde 2003, quando ficou em 9,3%.

A estimativa para o IPCA passou de 7,93% para 8,12%, segundo o relatório de mercado divulgado nesta segunda-feira (23) pelo Banco Central, feito a partir de pesquisa com mais de 100 analistas de bancos na semana passada. Para 2016, a previsão subiu de 5,60% para 5,61%.

Segundo analistas, a alta do dólar e dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressionam os preços em 2015. Além disso, a inflação de serviços, impulsionada pelos ganhos reais de salários, segue elevada.

Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a inflação oficial do país, medida pelo IPCA-15, ficou em 1,24% em março. No acumulado de 12 meses, o índice foi para 7,9%, o maior desde maio de 2005 (8,19%). Em março de 2014, o IPCA-15 havia sido 0,73%. No ano, a taxa é de 3,5%.

Fonte: G1

Muita dedicação a troco de nada

quinta-feira, 19 de março de 2015



Por Andresa Araújo para o RH.com.br
Andresa Araújo
Iniciou no mercado de trabalho como estagiária na área da cultura, na Fundação Nacional de Artes, na área de processos e Arquivo Fotográfico, no período de 2000 a 2003. Em seguida, surgiu a oportunidade de atuar na área naval em 2003 para iniciar no Arquivo Permanente de um Estaleiro, em Niterói, onde devido a demanda de informações e desenvolvimento, foi direcionada a trabalhar, mais tarde, na Área de Relações Industriais, em especial no Recursos Humanos, na áreas de Benefícios, Ponto Eletrônico, Folha de Pagamento e participando de todos os processos de Auditorias e Fiscalizações. Formada em Arquivologia, pela Universidade Federal Fluminense desde 2003, com Pós-Graduação em Recursos Humanos em 2013, MBA Executivo em Gestão de Pessoas em 2014 e no momento, cursa Complementação Pedagógica a fim der atuar na área de Treinamentos e ministração de aulas na área de RH e área naval.
No mundo corporativo, temos muitos profissionais com esse pensamento depressivo e desapontamento profissional. Alguns passam tanto tempo na mesma empresa, dedicando-se, desempenhando um trabalho padrão, fornecendo atendimento exemplar em busca de algum reconhecimento ou mérito e o tempo passa. O profissional se esforça se capacita e de repente o esperado não acontece. O que fazer em meio diante de esperanças e promessas?
Difícil responder a uma pergunta tão complexa nos tempos atuais, onde o custo de vida é alto, as mudanças são frequentes e a cada dia, a busca pela recolocação no mercado do trabalho torna-se mais difícil. Por mais que você tenha várias qualificações, tempo disponível, experiência e bagagem, o fator idade conta muito e não deve ser descartado.
Infelizmente para muitas empresas, é mais viável colocar o profissional em estado de espera ou substituí-lo por outro profissional mais barato, para que o mesmo inicie toda trajetória empresarial do que investir naquele que já tem uma história e carrega uma bagagem profissional exemplar. Na vida temos várias opções, mas a nossa acomodação está tão intensa no local aonde vamos permanecendo que, fechamos os olhos para o que o mundo tem a nos oferecer. Com isso, entramos em situação de conflito interior e depressão por nos acharmos incapazes.
A crise no País também justifica a nossa insegurança com relação ao fator mudança, pois a solicitação de um aumento e o acréscimo na folha de pagamento precisa ser bem justificado e também necessita fazer valer a pena, aos olhos dos empresários. Dar aumento por dar, não é justificativa e sim sinal de esbanjamento ou descontrole financeiro. Dar aumento por dar também se enquadra no campo dos apadrinhados, que não apresentam muita produtividade, um bom desenvolvimento em suas tarefas, causando revolta nos empregados mais antigos que se empenham tanto para não ter grandes retornos.
Não só de elogios e agradecimentos que vive o homem, mas em um país democrático e com opiniões divergentes, onde a vida do trabalhador é difícil, o que estimula a desenvolver cada vez melhor suas tarefas e cumprir com rigor suas obrigações é o retorno financeiro.
Aos empregados que se encontram insatisfeitos e desvalorizados deixo meu recado - É necessário ter coragem para mudar e encarar os novos desafios que a vida oferece. É necessário sair da zona de conforto e se capacitar, buscar o novo, acreditar em si mesmo, tirando de sua mente o sonho de que um dia tudo mudará e que sua empresa irá lhe reconhecer. Faça sim, uma ou duas tentativas expondo suas ideias e seus pensamentos ao seu empregador e/ou liderança, mas não se coloque submisso e estacionado a vida inteira.
Há um mundo inovador aqui fora esperando por você profissional capacitado e interessado em crescer, faca jus também de uma segunda opção em sua vida, dando oportunidade de aprender algo novo que lhe leve a ter outra fonte de renda também. Faça o seu melhor, dê o seu melhor e faça a diferença na vida do ser humano e principalmente dentro de si mesmo, pois empregado satisfeito e feliz eleva sua autoestima, aumenta a produtividade, reconhece o nome de sua empresa, oferece mais lucros ao patrão e contamina a equipe com seu espírito satisfeito alcançando principalmente a satisfação de seus clientes.

Fonte:http://www.rh.com.br/Portal/Motivacao/Artigo/9692/muita-dedicacao-a-troco-de-nada.html

CEAT abre inscrições para "Oficina Desenvolva sua Empresa" em parceria com o SEBRAE

terça-feira, 17 de março de 2015


Apresentação
Oficina que visa auxiliar empreendedores a identificar as principais habilidades para a boa condução da gestão de uma empresa, com vídeos, atividades individuais e dinâmicas de grupo.

Objetivo/Benefícios

Obter conhecimentos básicos sobre os vários tipos de administração, ambiente interno e externo, organização empresarial, pontos fracos e fortes de uma empresa, ameaças e oportunidades de mercado e gestão estratégica.

Carga horária: 3 horas

Setor: Multissetorial

Público-alvo: quero abrir uma empresa

Pré-requisito: Idade a partir de 18 anos, portadores de documentação (CPF)

Investimento: Gratuito
 
A Oficina será realizada no dia 26 de Março de 2015, das 14h às 17h.

Interessados procurar o Centro de Atendimento ao Trabalhador na Rua Benedito Storani, 661 - Vila Cerqueira.


Maiores informações: 16 - 33921468