Gestão da Mudança: o desafio de se adaptar ao novo

quinta-feira, 18 de setembro de 2014



 

Por Waleska Farias para o RH.com.br

Gerenciar mudanças é hoje um dos maiores desafios que todos temos de enfrentar. Às vezes, as mudanças que surgem são tão grandes que nos deixam sem norte, desorientados. Fusões, aquisições, mudanças de gestão, estratégicas, sistêmicas, tecnológicas, científicas e comportamentais. Uma avalanche contínua de novas vertentes que dificulta o posicionamento entre o que é e o que deverá ser. E em meio a essas indefinições, muitas vezes não conseguimos identificar o que queremos em convergência com o que, em essência, nos tornamos.

As trajetórias profissionais oferecem caminhos tão sinuosos que nos levam a reavaliar repetidas vezes a legitimidade e a viabilidade dos nossos propósitos para chegarmos a um denominador comum. Agora, como mudar se, na maioria das vezes, nem ao menos conseguimos visualizar o que deve ser repaginado? Por isso, muitas vezes, nos sentimos desconfortados, estressados, desestimulados e sem a energia que responde pela determinação que nos mobiliza. Já não é possível identificar o que acontece e, então, é necessário parar e reavaliar nossas configurações pessoais e profissionais.

Várias vezes a dificuldade de identificar e lidar com a causa real do desconforto, nos leva a terceirizar o problema e vitimar pessoas ao nosso entorno. Quando não sabemos lidar com as questões em solo próprio, transferimos a responsabilidade e nos tornamos observadores e não mais protagonistas da nossa própria vida. E é aqui que nos distanciamos da posição mestra da primeira pessoa e nos tornamos reféns de tudo o que construímos e permitimos, enquanto próprio projeto de vida.

É essencial entender que se uma carreira ou mesmo uma relação termina, em geral, é porque não mais condiz com nossas necessidades e disposições. Quando não mais existem "trocas justas" nas relações de trabalho é porque já cumpriram sua função e devem ser superadas. E nesse processo é preciso ter discernimento para perceber o ponto de não retorno para, então, darmos a nós mesmos e a outra parte uma saída honrosa onde ambos possam evitar desgastes e evoluir em novas direções.

Mudança é um fato inexorável. Ou mudamos ou algo acontece e nos faz mudar. Somos chamados constantemente a nos desapegar do velho e nos liberar para o novo. E entre o velho e o novo é que nos deparamos com o vazio da incompreensão. E é nesse intervalo que nos sentimos sem rumo. Mas quando não resistimos ao novo constatamos que as mudanças muitas vezes oferecem excelentes oportunidades de evolução.

É exatamente nesse gap que começamos a definir as nuances da nova jornada. Quando compreendemos o porquê de algo terminar, percebemos que algumas situações não fazem mais sentido, justamente, por não mais representarem o reflexo de quem somos e de quem queremos nos tornar. E assim nos dispomos a criar algo que melhor defina nossa atual expressão.

Quando conseguimos vislumbrar o colorido de uma nova vida, os sonhos começam a se reconstruir permitindo-nos aceitar que é o momento de resgatar as rédeas da nossa vida para construir um novo capítulo através de um reinício e uma nova visão de futuro.

Se não tivermos certeza de onde ir e se os ventos sopram, mas o futuro ainda está incerto, um modo de nos posicionarmos melhor para usufruir das novas etapas é considerar a orientação de profissionais experientes, os quais ajudem no desenvolvimento dos processos de autopercepção, autogestão e elaboração de estratégias que possibilitem a conquista dos novos objetivos.

Assim como mudar é inexorável, aceitar e expandir novas possibilidades faz parte da vida. É o processo de evolução contínua reeditando o curso das nossas histórias. Cabe a nós aceitar e agir ou resistir e se vitimar. Respondemos pela ratificação do nosso presente e construção do nosso futuro. A decisão é e sempre será nossa.

Fonte: http://www.rh.com.br/Portal/Mudanca/Artigo/9421/gestao-da-mudanca-o-desafio-de-se-adaptar-ao-novo.html

Rumor eleitoral anima Bovespa e Petrobras tem maior giro em 7 anos

quarta-feira, 17 de setembro de 2014



 
SÃO PAULO  -  A bolsa brasileira operou em forte alta do começo ao fim do pregão desta terça-feira, embalada por uma nova onda de rumores sobre a corrida presidencial. O cenário externo também colaborou, com Wall Street voltando a operar no azul diante da expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) será mais brando na sinalização do processo de aperto monetário no país.
Por aqui, o “kit eleição” – formado por ações de estatais e bancos, mais sensíveis à mudança de governo – concentrou os ganhos, com destaque para Petrobras PN (5,93%, a R$ 21,77) e ON (5,49%, a R$ 20,53). Na máxima do dia, os papéis superaram os 8% de ganho.
A ação PN da estatal movimentou R$ 2,157 bilhões, a maior negociação registrada pelo ativo desde o anúncio da descoberta das reservas gigantes de petróleo no pré-sal da Bacia de Santos, em 8 de novembro de 2007. A ação ON foi a terceira mais negociada do dia, com R$ 602 milhões, pouco atrás de Itaú PN (R$ 676 milhões). Juntas, as duas ações da Petrobras responderam por 27,5% de todo o volume da bolsa.
O Ibovespa fechou em alta de 2,01%, aos 59.114 pontos, com volume expressivo de R$ 10,003 bilhões. Na máxima do dia, o índice bateu nos 60.242 pontos (3,95%). Operadores disseram que muitos investidores aproveitaram o pico de ganhos ainda pela manhã para realizar lucros ao longo da tarde, o que fez o índice perder um pouco de força.
Entre as demais ações do “kit eleição”, Eletrobras ON ganhou 5,08%, seguida por Banco do Brasil ON (4,40%), Itaúsa PN (3,12%), Bradesco PN (2,72%) e Itaú PN (2,58%). 
Ainda na primeira meia hora de negociação começaram a circular boatos nas mesas de operações com base em uma suposta pesquisa “clone” – que reproduz a metodologia das pesquisas oficiais, mas com um universo menor de eleitores – sobre o levantamento que o Ibope divulgará hoje no “Jornal Nacional” da tevê Globo.
Segundo a versão que circulou no mercado, Marina Silva (PSB) teria ampliado sua vantagem sobre Dilma Rousseff (PT) para quatro pontos percentuais nessa pesquisa. No último Ibope, divulgado semana passada, a diferença entre as duas era de apenas um ponto: Marina com 43% e Dilma com 42%.
A pesquisa Vox Populi divulgada ontem à noite no “Jornal da Record” reforçou o cenário visto nas quatro pesquisas publicadas na semana passada, de empate técnico entre Marina (42%) e Dilma (41%) no segundo turno. No primeiro turno, Dilma contaria com 36% dos votos, Marina com 27% e Aécio Neves com 15%.
Jantar
Outra informação que influenciou os preços hoje é que Marina Silva teria participado de jantar ontem à noite com pessoas influentes do mercado financeiro – como José Berenguer, do JP Morgan, e Luis Stuhlberger, do Credit Suisse Hedging Griffo - na casa de Florian Batunek, da empresa de investimentos Constellation, em São Paulo. 
Segundo a coluna Radar, do site da revista “Veja”, Marina convenceu os participantes ao responder perguntas duras sobre os rumos da economia e garantiu que vai propiciar a retomada do ambiente de negócios no Brasil. Também ironizou a satanização que o PT tem feito de seu nome e suas propostas.
Fed
Além do cenário eleitoral, operadores comentaram que a melhora das bolsas americanas também colaborou para o avanço aqui. Para o estrategista da Fator Corretora, Paulo Gala, o mercado deve prestar atenção na manutenção da expressão “tempo considerável” no comunicado da reunião de amanhã do Fed.
Além do “kit eleição”, a lista de maiores altas do dia trouxe Oi PN (8,60%). Na ponta oposta apareceu TIM ON (-3,84%). Para evitar a venda da TIM no processo de consolidação do setor de telefonia no Brasil, a controladora Telecom Italia estuda uma aliança ou fusão com a Oi, informa o jornal italiano “Il Sole 24 Ore”. 
Entre as baixas do Ibovespa também ficou Cemig PN (-0,76%). 

Fonte: Jornal Valor Econômico