Um conselho para as pessoas de 20 e poucos anos

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Eles podem soar como conselhos banais, mas você precisa aprender a desviar sua ansiedade sobre o futuro para perceber o que está ao seu redor no momento presente
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Uma jovem mulher me escreveu recentemente sobre medos sobre o futuro:
"Eu estou nos meus 20 anos e tentando descobrir o meu futuro. Estou apenas pensando em como parar de me preocupar e deixar que o medo do desconhecido consuma totalmente meus pensamentos diários (eu estou me mudando da Suécia para os Estados Unidos e não faço ideia de como encontrar um trabalho, um lugar para morar, etc.). Eu estou muito assustada com o futuro, mesmo que eu tenha superado obstáculos antes."
A primeira coisa que eu diria para ela é: você não está sozinha. Muitas pessoas, jovens e velhas, têm medo do desconhecido, especialmente quando as coisas não estão estabelecidas e tudo está no ar. Eu tenho uma filha com 20 e poucos anos, um filho com 18 anos… eles não têm ideia do que aguarda no futuro para eles. Eu também não sabia quando era jovem, e, para ser honesto, eu ainda não sei. As coisas são um pouco menos assustadoras para mim esse dias, mas eu sei como é ter medo de um futuro assustador e incerto.
A segunda coisa que eu diria é: ninguém tem as respostas. Ninguém sabe o melhor caminho que deveria seguir. Ninguém descobriu a resposta definitiva para seus problemas de medo do futuro. Os melhores de nós apenas fingimos e fazemos parecer que sabemos o que estamos fazendo. Não sabemos. Nós ainda estamos tentando descobrir também e, para ser honesto, a verdade é que a maioria de nós estamos muito assustados ou fingindo, até para nós mesmos.

Seja bom em algo

Você não tem um trabalho, nada fixo para fazer, as coisas são amplas demais… e isso é assustador, mas também uma vantagem. A sua agenda está livre e você tem imensas possibilidades.
O caminho para tirar vantagem disso é encontrar algo para se tornar bom e então se tornar bom. Tão bom quanto você puder.
E aqui vão mais boas notícias: não importa realmente o que você escolhe. Se você escolheu se tornar bom em design, então você trabalha por dois anos, para descobrir que odeia isso… você pode mudar! Você poderá, então, se tornar bom em fazer artesanato e então mudar quando decidir que não é bom para você. Poderá aprender programação e se tornar bom nisso. Ou aprender a "blogar" e se tornar bom nisso. Não importa.
Não importa porque o tempo gasto se tornando bom em algo nunca é desperdiçado. Você aprende como se tornar bom em alguma coisa. Conhece outras pessoas que são apaixonadas. Faz conexões com pessoas, ideias e consigo mesmo. Você pode se descobrir no processo.
Como se tornar bom em algo? Primeiro, saia da internet, para que se livre das distrações. Então:

1. Escolha algo, qualquer coisa, que interessa a você.
2. Descubra o passo seguinte mais fácil e avance nele.
3. Encontre alegria nesse passo.
4. Encontre alguém para compartilhar isso. Melhor ainda, encontre alguém que você tenha que convencer, como um chefe, um colega, um cliente ou amigo que irá lhe cobrar.
5. Descubra o passa seguinte mais fácil e aproveite.

Você vai falhar. Irá duvidar de si mesmo. Irá desejar que fosse melhor, mais rápido. Todos nós fazemos isso, mas a boa notícia é que você é jovem e é bom falhar por um tempo. Quando você estiver nos seus 30 anos, irá falhar bem menos.
Você vai construir alguma dinâmica. Você vai passar a amar isso porque começa a se tornar bom. Vai passar a pensar que sabe o que está fazendo, e então perceber que há muito mais para aprender e achar isso assustador, e então excitante.

Conecte-se com pessoas interessantes

Descubra pessoas online que façam coisas interessantes, encontre-as pessoalmente. Descubra pessoas que são apaixonadas, que estão construindo coisas, que estão se arriscando, que sonham grande, que são conscientes, divertidas, saudáveis, amigáveis, tímidas, sociáveis, aventureiras e curiosas.
Se torne amigo delas. Esteja ali para elas. Seja útil. Faça-as rir. Estas são as suas pessoas. Elas irão te exaltar, excitar, preencher a sua vida com significados. Elas irão fazer da sinceridade e alegria o seu novo normal.
Essas pessoas irão ajudar na sua futura carreira de alguma maneira, mas isso não é a coisa mais importante: o que realmente importa é que amigos importam. Ter um que te dispensa é uma droga. Ter alguns que dão suporte e inspiram, que amam e valoriza você… Isso faz da vida significativa.
Mas não se preocupe tanto sobre o que as outras pessoas estão fazendo. Feche as redes sociais algumas vezes e apenas foque no que você está fazendo. Quando você estiver junto com seus amigos, descubra o que eles estão fazendo e fique feliz por eles, mas não se preocupe que você não está fazendo essas coisas. Aquilo é a vida deles e é incrível, mas sua vida será unicamente o que você decide fazer.

Sobre finanças

Você não tem um emprego ainda. Está bem, mas você precisa achar uma forma de fazer dinheiro. Você pode ser freelance, lavar carros, dirigir para o Uber, ter um trabalho temporário, ser estagiário, não importa. Encontre uma maneira de pagar o aluguel e, de preferência, aprenda alguma boa habilidade enquanto você paga aluguel.
Se o seu trabalho não for o trabalho dos sonhos, o faça apenas por agora para pagar o aluguel e gaste o seu tempo livre aprendendo uma trabalhando na sua habilidade, se tornando bom em algo. Mas não fique preso nesse trabalho - mantenha seus olhos abertos para algo melhor. Comece o seu próprio negócio paralelamente, se puder.
Gaste menos do que você ganha. Todo mundo diz isso, mas a maioria das pessoas ignoram. O segredo é desejar muito pouco. Esteja satisfeito com algumas posses, comida simples, sem precisar da versão mais nova de algo de algo ou os restaurantes mais legais ou entretenimento. Encontre uma biblioteca, leia alguns livros grátis, trabalhe em algumas habilidades, coma comida vegana simples. Economize o máximo que puder. Sim, você é jovem e não está preocupado com a aposentadoria, mas ter dinheiro para quando for velho não é o objetivo - o ponto é construir um fundo de emergência para que não fique preocupado sobre pagar o aluguel.

Se preocupando com o futuro

É normal se preocupar com o futuro, mas provavelmente o melhor antídoto é aprender a mudar o seu foco para o que está bem na sua frente, agora mesmo. Você está fazendo algum trabalho? Foque na parte física de fazer isso. Você está comendo? Quais são as sensações físicas que a comida provoca? Você está andando de trem? Como você se sente por estar sentado, com os pés no chão? Como são os sons? O que você pode ver ao seu redor?
Isso pode soar como conselhos banais, mas o que acontece é que você aprende a desviar sua ansiedade sobre o futuro para perceber o que está ao seu redor no momento presente. E acaba percebendo que enquanto o futuro desconhecido parece assustador, o presente está excelente.
Você vai descobrir, de um momento para o outro, que cada momento é excelente. Você vai começar a desenvolver confiança no presente. E este é o antídoto para os medos sobre o futuro: aprenda a confiar que você ficará ok, porque a medida que cada momento passa, você continua estando ok.

Texto de Leo Babauta, um dos blogueiros mais influentes do mundo, é o criador do Zen Habits, que integra o Top 25 de blogs da revista Time e conta com mais de 260 mil assinantes. É autor do best-seller "O poder do menos".

Texto disponível em http://www.administradores.com.br

Rotatividade: como entender e evitar que seu melhor funcionário se desligue

sexta-feira, 21 de agosto de 2015




Por Michele Vizechi para o RH.com.br

Você sabia que a rotatividade dos funcionários não é um acontecimento isolado? Trata-se de um processo de ruptura que pode levar dias, semanas, meses e até mesmo anos até que a verdadeira decisão seja tomada!

"Alguns saem e deixam... outros saem e ficam.", essa frase de autor anônimo nos faz reconhecer que alguns funcionários literalmente deixam saudades!

Segue abaixo as etapas do processo de ruptura até o desligamento que podem ser percebidas pelos gestores, segundo autores renomados:

- O funcionário começa o novo trabalho com entusiasmo.
- Após entrar em contato com o novo ambiente, começa a comparar e questionar a decisão de ter aceito o atual trabalho.
- Pensar seriamente em sair.
- Tentar mudar as coisas.
- Resolver sair.
- Considerar os custos da saída.
- Procurar passivamente outro emprego.
- Preparar-se para procurar ativamente outro emprego.
- Obter uma oferta de emprego.
- Pedir demissão para aceitar o novo emprego ou solicitar o desligamento sem ter um emprego à vista ou permanecer e não se envolver.

Além desses, os sinais mais óbvios de ruptura são absenteísmo, atrasos e comportamentos que indicam retraimento ou aumento da negatividade.

Também é útil saber que estes sinais precoces de ruptura normalmente começam a se manifestar depois de um acontecimento chocante ou desagradável que faz o funcionário questionar seu comprometimento. Segue alguns fatores que precipitam a ruptura:

- Ser preterido para uma promoção.
- Constatar que o emprego não é tão promissor.
- Constatar que as pessoas podem ser transferidas.
- Ter o chefe da época de contratação substituído por um chefe de quem o funcionário não gosta.
- Um território novo lhe foi designado.
- Ser obrigado a fazer algo que não condiz com a ética ou que infringe seus valores pessoais.
- Constatar que a empresa esta tomando uma atitude que não condiz com a ética.
- Ganhar dinheiro suficiente para se aposentar ou mudar de vida.
- Ser alvo de assédio sexual.
- Ser alvo de discriminação social.
- Ficar sabendo que a empresa foi vendida.
- Ficar sabendo que recebe um salário menor comparado ao de outras pessoas que executam tarefas idênticas.
- Constatar que determinada pessoa não esta preparada para a promoção que vai receber.
- Constatar que o desempenho ou comportamento de determinada pessoa da empresa é inaceitável.
- Receber uma oferta de emprego inesperada.
- Ser pressionado para fazer um sacrifício ou sacrificar a família.
- Ser obrigado a executar uma tarefa "menor".
- Ser submetido a uma demonstração de autoridade mesquinha ou irracional.
- Ver negada uma solicitação de licença por motivos pessoais.
- Ver um colega de trabalho muito querido sair ou ser demitido.
- Desentender-se como chefe.
- Entrar em conflito com um colega de trabalho.
- Receber uma inesperada avaliação de desempenho desfavorável.
- Receber um aumento de salário pequeno ou não receber nenhum aumento.

Às vezes, empregados que deixaram a empresa usam a expressão "gota d´agua" para descrever esse tipo de acontecimento, a questão é que, se de tempos em tempos o gestor não inicia uma conversa para saber como as coisas estão e esse tipo de discussão nunca acontece. Então, é o gestor e a organização que arriscam perder talentos e incorrer nos muitos custos da rotatividade dos profissionais, incluindo a perda da produtividade durante a fase de tomada da decisão.

Fica claro que os profissionais começam a ficar desmotivados e pensam em sair da empresa quando, no mínimo uma das quatros necessidades básicas do ser humano deixa de ser satisfeita. Essas quatros necessidades básicas são:

1 - Necessidade de confiar.
2 - Necessidade de ter esperança.
3 - Necessidade de se sentir valorizado e respeitado.
4 - Necessidade de se sentir competente à medida que aperfeiçoa suas habilidades.

Também é preciso lembrar que, embora todos os empregados queiram satisfazer essas quatro necessidades básicas, o grau dessas necessidades pode variar, dependendo da idade do empregado ou de seu tempo de casa. Por exemplo, com empregados mais jovens, a esperança e a expectativa de crescimento na carreira podem ser de extrema importância, enquanto os empregados mais velhos talvez estejam mais preocupados com benefícios relativos à assistência médica.

A descoberta de que a probabilidade de que as pessoas saiam em virtude de um problema interno é cinco vezes maior do que a probabilidade de que elas saiam em virtude de uma oportunidade em outra empresa. Uma das primeiras regras para obtenção de empregados é pagar um salário acima daquele pago pelo mercado para funções semelhantes.

Pesquisas ainda apontam que o pessoal de vendas é mais motivado pelo dinheiro do que pela maioria dos funcionários, e para esse restante a regra de ouro é que se ele estiver infeliz poderá pressionar a empresa com 5% de aumento, mas será necessário 20% de aumento para que um empregado satisfeito deixe seu emprego atual para um novo.

http://www.rh.com.br/Portal/Motivacao/Artigo/10026/rotatividade-como-entender-e-evitar-que-seu-melhor-funcionario-se-desligue.html

Como permanecer calmo sob pressão

quinta-feira, 20 de agosto de 2015


Erros e pressão são inevitáveis; o segredo de vencer ambos é permanecer calmo e um novo estudo da Harvard mostra que a maioria de nós tentamos ficar calmos da maneira errada
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Muitos de nós passamos por aquele momento em que percebemos que um grande erro foi cometido. Pode ter sido um erro de digitação que derrubou todo um relatório, ou então você esqueceu de anotar o horário de uma importante reunião. Os detalhes são diferentes para todos, mas em algum ponto, cada um de nós sentiu a chegada de uma tsunami de medo e pânico.

Erros e pressão são inevitáveis; o segredo para vencer ambos é permanecer calmo.

Um novo estudo da Harvard mostra que a maioria de nós tentamos ficar calmos da maneira errada. Pessoas que abraçam o desafio de uma crise - ultrapassar a dificuldade as anima - se saem muito melhor do que aquelas que se forçam a permanecerem calmas.

"As pessoas têm um enorme impulso de que tentar ficar calmo é a melhor maneira de lidar com ansiedade, mas isso pode ser não só difícil, mas inefetivo", disse o responsável pelo estudo, Allison Wood Brook. "Quando as pessoas se sentem ansiosas e tentam se acalmar, elas estão pensando no que poderia dar errado. Quando elas ficam animadas, elas estão pensando nas coisas que podem dar certo".

Permanecer composto, focado e efetivo sob pressão é algo mental. Aqueles que dominam uma crise, são capazes de canalizar suas emoções para o comportamento que desejam. Em outras palavras, elas transformam ansiedade em energia.

E isso não acontece se você não se apegar à lógica. Sim, cometer um erro é constrangedor. Seu chefe pode gritar com você e o erro pode até entrar no próximo relatório sobre você, mas, provavelmente, não vai te fazer ser demitido, perder sua casa, morar no seu carro ou qualquer outra catástrofe que possa pensar para alimentar a ansiedade e te afastar do foco real.

Se você tem dificuldade em colocar as coisas em perspectiva, apenas pergunte-se as seguintes questões: qual a pior coisa que pode acontecer como resultado disso? Isso vai importar em cinco anos? Suas respostas devem te levar a um pensamento cataclísmico. Você provavelmente perceberá que o pânico é motivado por antecipação de passar vergonha em público mais que qualquer outra coisa. E assim que superar isso, é possível construir confiança recolhendo os cacos da bagunça e realmente tentando fazer as coisas melhores.

Para colocar as coisas em perspectiva, pense nas situações que foram piores que a que você se encontra agora. É bem provável que existam pessoas na sua empresa cometeram erros graves e ainda estão lá, bem. Esses erros lendários geralmente têm pouco efeito em longo prazo em bons empregados. Lembre-se sempre: "Tem mais para mim do que essa situação. Um erro não vai me definir".

Depois, você precisa reconhecer que as pessoas são menos focadas em você do que imagina. É fácil pensar que se é o centro do turbilhão. Você está envergonhado e preocupado com seu emprego. Quanto mais você se sente julgado por outros, mas intensa se torna sua ansiedade. Mas seu chefe, e todos seus colegas, vão passar bem menos tempo se preocupando com você do que tentando melhorar uma situação difícil, que é o que você deveria estar tentando fazer! É necessário perceber que eles não terão muito tempo para pensar nisso até depois de a poeira ter baixado, e até lá, você terá feito parte da solução.

Agora é a hora de expandir a lógica. Nada ajuda a manter o foco durante uma crise do que o pensamento lógico. Assim que você se preveniu do pânico, é hora de perguntar a si mesmo as questões importantes: o que realmente aconteceu? Quais as possíveis repercussões? Ainda existe tempo de evitar essas repercussões? Se sim, como? Quem precisa estar envolvido? Se for tarde demais para evitá-las, o que pode ser feito para diminuir o dano? Mas não deixe sua mente ficar pensando em autoacusações ridículas.

Finalmente, aja. Depois de descobrir os fatos e quebrar a cabeça, é hora de tomar as rédeas da situação. Trabalhar duro para tentar limpar a sujeira só vai dar mais força ao seu sentimento de pavor; depositar sua energia em tentar fazer as coisas melhores não só vai te dar mais forças, como também vai te ajudar a se distrair de qualquer sensação de ansiedade. Lembre-se, estar animado pelos desafios de voltar das cinzas irá melhorar sua performance drasticamente.

Para manter as coisas funcionando, não seja tão duro com você. Ninguém é perfeito. Até as pessoas mais bem sucedidas cometem grandes erros. A primeira empresa de Henry Ford faliu em 18 meses, Oprah Winfrey teve que ouvir que não servia para televisão e Walt Disney foi demitido da Kansas City Star por falta de criatividade. Se por para baixo pode ser tentador, mas não leva a lugar algum e com certeza não te fará mais calmo. No lugar disso, mantenha sua energia focada no futuro e nas coisas que você quer mudar.

Juntando tudo

A habilidade de gerenciar suas emoções e permanecer calmo sob pressão está diretamente ligada à sua performance. Em uma pesquisa da TalentSmart com mais de um milhão de pessoas, foi descoberto que 90% dos melhores funcionários são ótimos em controlar suas emoções em tempos de estresse, assim, permanecendo calmos e no controle.

Ninguém gosta de cometer erros. Mas não importa quão grande o erro é, sucumbir ao pânico não irá ajudar. Deixar os pensamentos ruins assumirem diminuem sua habilidade de tomar boas decisões e de seguir em frente de forma efetiva. Ao invés disso, use essas estratégias para permanecer calmo e assim pensar sobre a situação, desenvolver um plano e se ocupar em fazer as coisas da maneira correta, para assim, continuar.

10 atitudes proibidas no trabalho em equipe

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

São Paulo – A máxima de que nenhum homem é uma ilha, célebre na obra do poeta inglês John Donne, surgiu na Idade Média, mas continua mais válida do que nunca, sobretudo no ambiente profissional.

É que a capacidade de trabalhar bem em equipe tem sido uma das habilidades comportamentais mais valorizadas pelos recrutadores. Por isso perguntas com foco nesta competência são frequentes nas entrevistas de emprego.

“É muito importante porque uma equipe ruim pode destruir uma empresa”, diz a consultora organizacional Meiry Kamia. Aumento de custos, erros constantes são alguns dos prejuízos ocasionados por uma equipe que não trabalha bem junta.

Pensando nisso, EXAME.com consultou especialistas para saber quais são os principais erros que os profissionais cometem e que podem comprometer todo o trabalho de uma equipe. Confira:


1. Ser inflexível e não transparente na comunicação
“Um dos principais erros é a pessoa se comunicar da mesma forma com todo mundo”, diz Marcia Rezende, diretora do Instituto de Thalentos. Conforme ela explica, comunicar-se bem não é simplesmente falar bem. “É preciso ter flexibilidade na comunicação e vontade de compreender o outro”, explica.

“É algo relacionado à empatia. Se uma pessoa é mais delicada o ideal é ser mais sutil na comunicação, com alguém mais focado em fatos e dados é melhor ser mais objetivo”, diz Meiry.

A transparência também é palavra de ordem no trabalho equipe. “É importante que a equipe saiba quais são as condições e as limitações do seu trabalho”, diz Márcia.


2. Não alinhar o objetivo
Cada participante tem uma meta individual. Um quer ganhar dinheiro, outro está em busca de reconhecimento profissional ou de uma promoção. Mas se essas pessoas não encontram um objetivo em comum que mova a equipe, todo o trabalho pode ser comprometido, segundo Marcia. “Uma equipe desalinhada custa para a organização”, diz.

Isso acontece uma vez que o trabalho em equipe só funciona quando os participantes têm um objetivo em comum. “Em neurolinguística é o que chamamos de metaobjetivo, está acima dos objetivos pessoais”, diz a especialista.


3. Comprometimento zero
Um participante não comprometido vai prejudicar os resultados atingidos por toda a equipe. “Sem valores e objetivos alinhados, a chance de faltar comprometimento é alta porque o trabalho precisa fazer sentido para o profissional”, diz Marcia.


4. Falta de planejamento e de respeito a prazos
Sem participantes focados e com planejamento nenhuma equipe vai para frente. É importante que as prioridades sejam dadas e que cada um saiba muito bem qual o seu papel dentro da equipe e siga à risca o que foi definido, na opinião de Márcia. “É preciso saber o que é urgente, o que é prioritário e respeitar os prazos”, diz a especialista.


5. Criticar um participante na ausência dele
Descontente com a atitude de um dos colegas de equipe, o profissional reclama dele para as outras pessoas. Pode até parecer inofensivo, mas não é, segundo Meiry. “Gera um mal estar tremendo”, diz a consultora. “Falar diretamente é muito melhor porque reduz a interferência e dá a chance de a pessoa receber um feedback sobre as suas ações”, explica.


6. Desvalorizar o trabalho do outro
Em mercados cada vez mais competitivos, a tendência é valorizar demais o trabalho individual dentro da equipe e ignorar ou desvalorizar o esforço dos outros participantes. “Com a competitividade como pano de fundo, este é um erro comum”, diz Meiry. Lembre-se de que uma postura assim transmite a imagem de arrogância.


7. Não assumir erros
Certamente uma pessoa assim já deve ter cruzado o seu caminho. Ótimos em apontar o dedo e denunciar o erro alheio e péssimos na hora de assumir seus próprios equívocos. “Se alguém da equipe erra, o certo seria que o erro fosse encarado como sendo de todos, mas infelizmente a realidade não é essa”, diz Meiry.


8. Ignorar as regras estabelecidas pela equipe
Respeito às diretrizes é essencial, mas nem todo mundo faz isso. “Muitas pessoas acabam ignorando as regras e fazendo as coisas do jeito que elas acham melhor”, diz Meiry.

A resistência geralmente está ligada à adoção de novos processos, procedimentos e sistemas. “As pessoas têm dificuldade em se adequar”, diz Meiry.


9. Desequilíbrio emocional
Tomar feedbacks negativos como perseguição pessoal, melindrar-se diante de críticas construtivas, perder a calma e apelar para gritos e grosserias. Estes sintomas podem indicar que o profissional peca em relação ao equilíbrio emocional, segundo Meiry. Além de ser prejudicial ao andamento do trabalho de toda a equipe, há o risco de essa pessoa acabar isolada.


10. Não aceitar as diferenças
Entender que a heterogeneidade de uma equipe é um aspecto a ser valorizado nem sempre é comum. “Entender e respeitar as diferenças é essencial, mas muita gente quer moldar as pessoas de acordo com seu ponto de vista”, diz Meiry.

É claro que os embates vão acontecer, mas tentar entender os outros é o caminho correto na hora de solucionar conflitos e construir alianças. “Negociação é fundamental”, lembra Márcia.


Fonte: EXAME.com